quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Educação Inclusiva

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos. É uma abordagemhumanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.

INTRODUÇÃO

A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Práticapedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva.

O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, a qual se apresenta numa grande variedade de formas incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é desde sua origem um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Existe ensino especial em todo o mundo seja em escolas de frequência diária, internatos ou pequenas unidades ligadas à escola de ensino regular.

DEFINIÇÃO

De acordo com o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and Development Consortium - IDDC) sobre a educação inclusiva, realizado em março de 1998 em Agra, naÍndia, um sistema educacional só pode ser considerado inclusivo quando abrange a definição ampla deste conceito, nos seguintes termos:[1]

§ Reconhece que todas as crianças podem aprender;

§ Reconhece e respeita diferenças nas crianças: idade, sexo, etnia, língua, deficiência/inabilidade, classe social, estado de saúde (i.e. HIV, TB,hemofilia, Hidrocefalia ou qualquer outra condição);

§ Permite que as estruturas, sistemas e metodologias de ensino atendam as necessidades de todas as crianças;

§ Faz parte de uma estratégia mais abrangente de promover uma sociedade inclusiva;

§ É um processo dinâmico que está em evolução constante;

§ Não deve ser restrito ou limitado por salas de aula numerosas nem por falta de recursos materiais.

[EDITAR]PERSPECTIVAS HISTÓRICAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL: A CAMINHO DA INCLUSÃO

Estas perspectivas históricas levam em conta a evolução do pensamento acerca das necessidades educativas especiais ao longo dos últimos cinqüenta anos, no entanto, elas não se desenvolvem simultaneamente em todos os países, e conseqüentemente retrata uma visão histórica global que não corresponde ao mesmo estágio evolutivo de cada sociedade. Estas perspectivas são descritas por Peter Clough.[2]

1. O legado psico-médico: (predominou na década de 50) vê o indivíduo como tendo de algum modo um deficit e por sua vez defende a necessidade de uma educação especial para aqueles indivíduos.

2. A resposta sociológica: (predominou na década de 60) representa a crítica ao legado psico-médico, e defende uma construção social de necessidades educativas especiais.

3. Abordagens Curriculares: (predominou na década de 70) enfatiza o papel do currículo na solução - e, para alguns escritores, eficazmente criando - dificuldades de aprendizagem.

4. Estratégias de melhoria da escola: (predominou na década de 80) enfatiza a importância da organização sistêmica detalhada na busca de educar verdadeiramente.

5. Crítica aos estudos da deficiência: (predominou na década de 90) frequentemente elaborada por agentes externos à educação, elabora uma resposta política aos efeitos do modelo exclusionista do legado psico-médico.

DIFERENÇA ENTRE O ENSINO INTEGRADO E O ENSINO INCLUSIVO

As expressões integrado e inclusivo são comumente utilizadas como se tivessem o mesmo significado. No entanto, em termos educacionais representam grandes diferenças a nível da filosofia a qual cada termo serve. O ensino integrado refere-se às crianças com deficiência aprenderem de forma eficaz quando freqüentam as escolas regulares, tendo como instrumento a qualidade do ensino. No ensino integrado, a criança é vista como sendoportadora do problema e necessitando ser adaptada aos demais estudantes. Por exemplo, se uma criança com dificuldades auditivas é integrada numa escola regular, ela pode usar um aparelho auditivo e geralmente espera-se que aprenda a falar de forma a poder pertencer ao grupo. Em contrapartida, não se espera que osprofessores e as outras crianças aprendam a língua de sinais. Em outras palavras, a integração pressupõe que a criançaproblemática se reabilite e possa ser integrada, ou não obterá sucesso. O ensino inclusivo toma por base a visão sociológica[3] de deficiência e diferença, reconhece assim que todas as crianças são diferentes, e que as escolas e sistemas de educação precisam ser transformados para atender às necessidades individuais de todos os educandos – com ou sem necessidade especial. A inclusão não significa tornar todos iguais, mas respeitar as diferenças. Isto exige a utilização de diferentes métodos para se responder às diferentes necessidades, capacidades e níveis dedesenvolvimento individuais. O ensino integrado é algumas vezes visto como um passo em direção à inclusão, no entanto sua maior limitação é que se o sistema escolar se mantiver inalterado, apenas algumas crianças serão integradas

FONTE: http://pt.wikipedia.org

PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS E PEDAGÓGICOS

Secretaria de Educação Especial - MEC
http://portal.mec.gov.br/seesp/
Ações, Programas, projetos, legislação, publicações sobre Educação especial e Inclusiva.

Centro de Apoio Pedagógico Especializado
http://cenp.edunet.sp.gov.br/Cape_new/cape_arquivos/default.asp
Site do CAPE da Secretaria de Educação de São Paulo/CENP que oferece suporte ao processo de inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais na Rede Estadual de Ensino.

Sites Nacionais - INEP
http://bve.cibec.inep.gov.br/ac_rap.asp?cat=22&nome=Educação%20Especial
Relação de sites e artigos sobre Educação Especial.

A nova LDB e as necessidades educativas especiais.
Júlio Romero Ferreira. In: Cad. CEDES, Set. 1998, vol.19, no.46.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
São analisados os dispositivos referentes à Educação Especial na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que apontam uma ação mais ligada aos sistemas e aos programas do ensino regular. Indicam-se algumas implicações e perspectivas para a área, no contexto das reformas educacionais em curso.

Educação, Direito E Cidadania
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2001/edc/edc0.htm
Programas da Série Debates – TV Escola/Um Salto para o Futuro dedicados a reflexão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, seus fundamentos, seus princípios, a concepção de cidadania aí formulada, a educação como um dos direitos fundamentais para o exercício desta cidadania e o papel da escola como um dos agentes importantes no esclarecimento e na promoção destes direitos. Traz textos sobre Educação Inclusiva.

Banco de Escola: Educação para Todos
http://intervox.nce.ufrj.br/~elizabet/index.html
Aqui, você encontrará, entre outros temas educacionais, informações, textos e artigos sobre inclusão escolar e social de pessoas com deficiência .

A humanidade como ela é
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0073.asp
Entrevista da jornalista e autora de livros sobre Educação Inclusiva, Claudia Werneck, que ressalta a má utilização da palavra inclusão e a prioridade que a escola deve dar a um trabalho nessa área. Aborda também a necessidade de mudanças físicas no ambiente escolar e na forma de pensar do professor para elevar sua auto-estima. Defende a capacitação de adolescentes, através do projeto "Quem cabe no seu todos?".

Educação Inclusiva
http://www.inclusao.com.br/index_.htm
Encontram-se artigos, links que tratam de Educação Inclusiva e a análise de algumas situações que auxiliam no trabalho com as crianças portadoras de necessidades especiais.

A Educação Inclusiva é atualmente um dos maiores desafios do sistema educacional. Criados na década de 70, os pressupostos da Educação Inclusiva fundamentam vários programas e projetos da educação. Nesta seção, encontram-se links de artigos, nomes de entidades, experiências educacionais, legislação, e outras referências sobre o assunto.

Sociedade Inclusiva - PUC Minas

http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/

É possível encontrar palestras sobre inclusão, uma cartilha sobre o tema, legislação e trabalhos realizados no II Seminário Internacional Sociedade Inclusiva

DECLARAÇÕES INTERNACIONAIS

Declaração de Salamanca

http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/deficiente/lex63.htm

Documento que reafirma o compromisso de "Educação Para Todos". Aborda os princípios, a política e a prática que devem nortear a inclusão de crianças, jovens e adultos com necessidades especiais, no sistema regular de ensino.

Declaração de Madri

http://www.bancodeescola.com/madri.htm

Declaração aprovada no Congresso Europeu de Pessoas com Deficiência, em março de 2002, entendendo a deficiência como uma questão de Direitos Humanos. Enumera as barreiras na sociedade que conduzem à discriminação e à exclusão social, defendendo oportunidades iguais às pessoas com deficiência

EXPERIÊNCIAS EDUCACIONAIS

Inclusão: conhecer, agir e viver.

http://intervox.nce.ufrj.br/~elizabet/conhecer.htm

Relato de uma professora que possui deficiência visual, do Ensino Fundamental de Belo Horizonte, sobre seu trabalho junto a crianças com necessidades educacionais especiais.

Meu aluno cego.

http://www.ensino.net/novaescola/139_fev01/html/inclusao_exc1.htm

Relata a experiência de Esmeralda, diretora e ex-professora de uma escola na periferia de Salvador (BA), que, sem recursos ou instrução específica, recebe um aluno cego em sua sala de aula.

Eles se alfabetizam com a visão e a luz do coração.

http://www.ensino.net/novaescola/139_fev01/html/inclusao_exc3.htm

A matéria mostra como alunos cegos são integrados às classes com crianças em uma escola gaúcha.

Todo mundo sai ganhando.

http://www.ensino.net/novaescola/134_ago00/html/aula_exclusivo.htm

Reportagem sobre procedimentos para trabalhar a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais, principalmente através dos esportes.

INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA:

01 - Caminhos pedagógicos da inclusão

02 - Inclusão: construindo uma sociedade para todos

03 - Inclusão: um guia para educadores

04 - : A integração do aluno com deficiência na rede de ensino.

05 - Ninguém mais vai ser bonzinho, na sociedade inclusiva

06 - Removendo barreiras para a aprendizagem: educação inclusiva

07 - Viver plenamente: convivendo com as dificuldades de

aprendizagem

08 - Inclusão de alunos portadores de deficiência no ensino regular paulista: recomendações internacionais e normas oficiais

09 - Visite também a página de Educação Especial

FONTE: www.crmariocovas.sp.gov.b

Nenhum comentário:

Postar um comentário