quarta-feira, 20 de abril de 2011

Criador do blog História Digital dá dicas de como o professor pode usar o blog como ferramenta de ensino



Dono de um blog de história com mais de 2.500 acessos diários, Michel Goulart, 32 anos, está sempre atrás de maneiras de inovar em sala de aula. Por meio do História Digital, por exemplo, ele estimula a troca de conteúdos e a interação entre alunos e professores e dissemina novas formas de aprender história.

O blog, criado em 2009, surgiu para complementar metodologias que ele utilizava na escola. Hoje, Goulart busca interagir suas ações pedagógicas à página na web. “Os alunos adoram! Creio que essas ferramentas fazem parte do cotidiano deles e, por isso, é excelente a receptividade. Eles dizem que é muito melhor estudar assim”, afirma o professor, que dá aulas nos ensinos fundamental e médio do Colégio Energia.

Além do blog História Digital, Goulart mantém outros sites na rede, sempre com temáticas que podem ser trabalhadas nas aulas de história.

Integração de conteúdos

Além de disponibilizar conteúdos próprios, o professor usa o blog para elencar outras iniciativas que considera relevantes na rede. A ideia é integrar esses conteúdos com a prática docente, transformando o blog em uma extensão do ambiente de aprendizagem escolar. Para criar uma página atraente, ele utiliza ferramentas diversas, como vídeos, podcasts, resumos, apresentações de slides e infográficos, além de outras ferramentas digitais. Na sua maioria, essas ferramentas estão disponíveis na web e são de uso gratuito.



Desafios das TICs em sala de aula

Falta de tempo, conhecimento técnico. De acordo com Goulart, existem várias dificuldades que um professor enfrenta ao incorporar as tecnologias digitais à prática docente. E, assim, as TICs acabam sendo utilizadas para reproduzir velhas metodologias.

Para o professor, não há fórmula pronta para se inovar com TICs na educação, mas nenhum retorno vem sem esforço. Goulart diz que colocou muita energia para a concretização do blog e que o esforço valeu a pena. O caminho que ele pretende seguir agora é estudar como as pessoas aprendem, aprimorando suas atividades docentes. "Todo professor que faz o seu trabalho com empolgação e alegria contagia seus alunos, por isso acredito no que eu faço", coloca.
Vai dizer que não ficou o máximo? ;)

Extraido de História Digital

Veja também!

Para ler outras entrevistas sobre o blog e seu autor, clique aqui
Este artigo pertence ao Prof_Michel. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais

Resumo do Artigo por:PabloSantos Autor : Pablo Silva Machado Bispo dos SantOs Parâmetros Curriculares Nacionais, ou PCNs, são referências para a organização de conteúdos curriculares. Eles se enquadram em uma política de padronização dos currículos locais, sendo estes padronizados em nível nacional. A idéia de montar os PCNs no Brasil se inspira na iniciativa de criação de um currículo nacional na Espanha, no início dos anos de 1990. A idéia foi bem aceita por grande parte da comunidade docente espanhola. Pode-se dizer que a reforma espanhola foi bem sucedida por dois fatores: a grande adesão da comunidade docente à proposta e investimentos substanciais por parte do governo espanhol para a efetivação do projeto. No Brasil, a proposta inicial era a de que fossem ouvidos muitos representantes dos profissionais de ensino, das entidades de classes ligadas à educação e especialistas em currículos. Ao invés disso, o governo FHC submete a proposta inicial de PCNs elaborada por César Coll, Philippe Perrenoud e outros especialistas, a uma comissão nomeada pelo próprio governo, a fim de elaborar a proposta final. A escolha deste grupo é questionável, dado que ele é pouco representativo da sociedade. Após anunciar a publicação dos PCNs, o MEC encaminhou às escolas ‘kits’ contendo o material institucional dos mesmos. Entretanto, sem um treinamento específico, esses ‘kits’ de pouco serviram, e em muitas escolas não tiveram uso algum. O governo FHC apresenta os PCNs no âmbito de seu arsenal de propaganda institucional, sem, no entanto, definir se eles constituem “parâmetros” ou diretrizes para a educação. Até hoje ainda há grande controvérsia acerca dos PCNs e seu papel na realidade concreta das salas de aula, porém há, no plano nacional de educação, a premissa de que até 2006 todas as escolas deverão se enquadrar aos PCNs. Eles ainda apresentam grandes desafios para sua efetivação, que têm sido enfrentados, e às vezes superados, devido a iniciativas voluntárias de alguns docentes. Entretanto, não é razoável que uma política pública dependa dessas ações individuais. A estrutura dos PCNs é pensada de modo a integrar as disciplinas comuns dos níveis de ensino escolares, com uma perspectiva inter disciplinar, na forma de temas transversais que perspassam os conteúdos das disciplinas. No final, essa perspectiva interdisciplinar é complicada, e sem um adequado treinamento docente, na prática se torna inoperante. Os PCNs sugerem que o conhecimento pronto e as etapas exigidas de aprendizado devem dar lugar a ações que levem a criança a buscar seu próprio conhecimento. Para isto a sugestão é o uso dos temas transversais como ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação sexual e trabalho e consumo. No que concerne o conteúdo e sua importância, podemos enfatizar: · Orientação Sexual: Devido o crescimento de casos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada entre jovens, há uma necessidade cada vez maior de trabalho na área de sexualidade nas escolas. · Ciências Naturais: Os conteúdos da proposta são trabalhados por temas, facilitando assim o trabalho interdisciplinar em ciências. Os blocos sugeridos são: ambiente, ser humano e saúde, recursos tecnológicos, terra e universo. · Meio Ambiente e Saúde: Após a Constituição de 1988, a educação ambiental se tornou exigência constitucional. Os conteúdos de meio ambiente serão integrados ao currículo através de transversalidade, impregnando toda a prática educativa.

Mais sobre: Os Parâmetros Curriculares Nacionais e os Temas Transversais

FONTE pt.shvoong.com ›